- Projeto conecta ciência, biodiversidade e bioeconomia amazônica para desenvolver matérias-primas mais sustentáveis para a indústria da beleza
- Modelo prevê capacitação de comunidades, comércio justo e facilitação na repartição de benefícios
- A ação vai impactar cerca de 1200 pessoas em 25 comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari, no Médio Juruá, no Amazonas
- Iniciativa tem ambição de expansão para outras regiões da Amazônia
A BASF apresenta o Standing Forest, iniciativa destinada a desenvolver soluções inovadoras e de origem responsável para o mercado de cuidados pessoais, por meio do uso sustentável de produtos florestais não madeireiros da bioeconomia amazônica.
O Standing Forest se estrutura em três pilares que caminham em paralelo e se fortalecem mutuamente: contribuir para a conservação da floresta amazônica, promover o uso sustentável de matérias-primas da biodiversidade e apoiar o desenvolvimento das comunidades locais, tripé que a companhia considera indissociável para garantir, ao mesmo tempo, beneficio ambiental, social e viabilidade economica. A ação combina pesquisa científica 100% brasileira, conhecimento tradicional das comunidades amazônicas e cadeias produtivas rastreáveis para ampliar o portfólio da companhia com ingredientes derivados da biodiversidade da região.
O desenvolvimento técnico das soluções teve início na planta de Jacareí (SP), onde a companhia estruturou quatro rotas de pesquisa dedicadas à prospecção de novos ingredientes a partir de óleos, resíduos de cadeias já estabelecidas e produtos ainda não utilizados em cosméticos.
Desenvolvimento social como parte do modelo
Na etapa inaugural, o Standing Forest chega ao Médio Juruá, localizado em Carauari (AM), uma região de referência na Amazônia por sua biodiversidade e pela atuação das comunidades tradicionais. A localidade é reconhecida pela abundância da andiroba, árvore que se destaca principalmente pelo óleo extraído de suas sementes.
Como a primeira cadeia produtiva trabalhada, a iniciativa prevê capacitar os coletores em práticas sustentáveis de extração e manejo da andiroba, com foco no desenvolvimento de mulheres, além de beneficiar aproximadamente 200 famílias e impactar cerca de 1.200 pessoas em 25 comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari.
Em conformidade com a legislação brasileira de acesso à biodiversidade, a BASF firmou com as comunidades acordos de consentimento prévio para acessar o conhecimento tradicional associado ao uso do óleo da andiroba. Além disso, também estabeleceu um modelo pré-negociado de repartição de benefícios, que facilitará a adesão de clientes interessados nesse conhecimento para o desenvolvimento e a comercialização de produtos derivados da andiroba.
Para o fortalecimento dessa cadeia, a BASF se uniu a uma rede colaborativa com ONGs, empresas e instituições parceiras já presentes na região, que atuam no monitoramento florestal, na capacitação comunitária e no cumprimento de padrões de comércio ético e justo.
Visão de longo prazo
O Standing Forest foi concebido com ambição de escala: a BASF planeja expandir a iniciativa para outras regiões da Amazônia, sempre priorizando o desenvolvimento local, a conservação ambiental e a agregação de valor por meio da ciência e da tecnologia. “O Standing Forest demonstra como a combinação entre ciência, tecnologia e conhecimento ancestral pode ampliar o aproveitamento sustentável dos recursos da floresta. Os três pilares do programa são interdependentes: não existe conservação sem geração de renda local, e não há desenvolvimento comunitário duradouro sem proteção da floresta”, afirma Fábio Cahen, diretor de cuidados pessoais para a BASF América do Sul.
Por que o lançamento do Standing Forest é relevante para a indústria cosmética?
O lançamento responde a três tendências que vêm moldando o mercado global de cuidados pessoais: demanda por ingredientes de origem responsável, busca por alternativas renováveis de alto desempenho e necessidade crescente de rastreabilidade nas cadeias produtivas.
Segundo estudos da Mintel, WGSN e Leap, 65% dos consumidores brasileiros afirmam estar dispostos a pagar mais por produtos considerados “limpos”, enquanto 52% da geração Z latino-americana evita marcas percebidas como insustentáveis. Além disso, 41% dos consumidores da região consideram a presença de ingredientes naturais um fator relevante na decisão de compra, indicando que os consumidores valorizam cada vez mais ingredientes naturais e marcas associadas à sustentabilidade.
Cetiol® Forest CG: primeiro produto do Standing Forest
Desenvolvido pela BASF a partir da cadeia produtiva da andiroba amazônica, o Cetiol® Forest CG é um emoliente de alto desempenho para formulações cosméticas voltadas aos cuidados da pele e dos cabelos, com impacto social positivo.
O ingrediente é produzido a partir do aproveitamento integral do óleo de andiroba, incluindo frações com elevada acidez que não atendem aos padrões convencionais de mercado. Por meio de um processo que utiliza etanol renovável como agente de reação em substituição ao metanol convencional, essa matéria-prima é transformada em um éster de alto desempenho, ampliando sua funcionalidade e suas aplicações na indústria de cuidados pessoais.
Ao transformar o óleo de andiroba em ingrediente cosmético de alto valor agregado, o Standing Forest exemplifica como a bioeconomia pode aliar geração de valor econômico associado à conservação da floresta e criação de novas oportunidades para as comunidades locais. “A iniciativa demonstra como a combinação entre ciência, tecnologia e conhecimento ancestral pode ampliar o aproveitamento sustentável dos recursos da floresta. O Standing Forest é capaz de fortalecer a produção local e ampliar as oportunidades de geração de renda para as famílias extrativistas”, comenta Fábio Cahen, diretor de cuidados pessoais para a BASF América do Sul.



