SLU e Assosindicos contra o descarte inadequado de lixo

Para resolver o problema de despejo inadequado, uma iniciativa oportuna do GDF é o Papa Entulho

Assosindicos contra o descarte errado de lixo - Foto: Vinícius Melo / Agência Brasília

Descartar, amontoar, entulhar resíduos de qualquer natureza em lugar público é crime amparado por leis distrital e federal. Mesmo assim, moradores da 408 Sul, no Plano Piloto, insistem em desafiar os tribunais, num exercício de desrespeito e falta de educação, jogando o espírito de coletividade na lata de lixo. Literalmente.

Em um rápido giro pela quadra, é possível notar montantes de materiais inapropriados abarrotados em calçadas e gramados, às vezes, despejados bem ao lado das lixeiras. São restos de construção, pedaços de móveis antigos e objetos pessoais, como cacos de vasos sanitários, que comprometem a paisagem do lugar, desgastando a relação entre moradores e o síndico.

O impasse se torna mais sério quando resvala na questão sanitária, já que a sujeira vira depósito natural de insetos, baratas, ratos e escorpiões. “Moramos aqui há 13 anos e talvez esse tempo todo o lugar seja um ‘lixão’, a quadra é muito feia”, lamenta o músico Túlio Borges, há um ano síndico da quadra.

Triste com a situação e cansado de tentar mobilizar as pessoas contra o que chama de “descaso contra a beleza”, Túlio e o filho de dois anos resolveram confeccionar placas de aviso artesanais para combater a prática e alertar os moradores. Não tem surtido efeito. “Pode contar nos dedos os moradores que participam. Todo mundo gosta de ver arrumado, mas não se envolve”, lamenta.

“As pessoas não têm a cultura de participar na promoção do belo e do higiênico. E estando belo, não tem consciência da manutenção do belo, do descarte, não sabem, por exemplo, que móveis antigos podem ser aproveitados e, aqueles que não, para aonde devem ir”, continua.

Papa Entulho

Moradora da quadra há seis anos, a cineasta Natália Duarte concorda com o síndico sobre o fato das pessoas se conscientizarem e informarem mais sobre o descarte de lixo.

Para resolver o problema de despejo inadequado, uma iniciativa oportuna do GDF é o Papa Entulho, ação do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) que valoriza a prática de entrega voluntária de materiais que não são mais aproveitados nas residências como entulhos, móveis velhos, podas de árvores e gramas, lixo reciclável e até óleo de cozinha usado, numa parceria com a Caesb, por meio do projeto Biguá.

Trata-se de caçambas disponibilizados em dez lugares estratégicos de sete cidades do DF, que recebem gratuitamente até um metro cúbico de lixo por dia de morar de qualquer lugar do DF.

Além do Plano Piloto, os equipamentos públicos para descartes podem ser encontrados na Asa Sul, Ceilândia (em três pontos), Taguatinga, Brazlândia (dois pontos), Guará, Gama e Planaltina. A entrega pode ser feita em qualquer unidade pela própria comunidade.

Confira:


Recolhimento de móveis

Mas não é só o Papa Entulho que está à disposição das comunidades quando o assunto é o correto recolhimento de rejeitos. Outro serviço do GDF relacionado ao tema é a coleta de inservíveis nas residências – móveis, aparelhos eletrodomésticos e outros itens que costumam ficar jogados em vias públicas ou terrenos abandonados.

Administradora do Riacho Fundo I, Ana Lúcia Pereira de Melo conta que na região chegam a ser recolhidos , em média, 1,5 mil toneladas de inservíveis por semana. “Mesmo assim ainda falta conscientização. Temos o serviço, mas muitos moradores ainda insistem em fazer o descarte nas ruas, principalmente nos finais de semana”.

Além do Guará e do Riacho Fundo I, o recolhimento também é feito em Águas Claras, Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Núcleo Bandeirantes, Riacho Fundo I, Park Way, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho II, Sudoeste/Octogonal, Taguatinga e Varjão.

Os agendamentos são feitos por telefone. Confira:


FONTE: EMANUELLE COELHO E LÚCIO FLÁVIO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

0 comentários:

Postar um comentário